sábado, 26 de dezembro de 2009

Fatídico Dia... Argh!

Era mais um daqueles dias falsamente frescos, em que você coloca uma blusa de linha, dá dois passos e morre de calor. Eu, nessa situação, chegando atrasada no trabalho (de novo!), fui guardar meu almoço na cozinha. (bons tempos em que eu fazia apenas 6 horas...)

Desci as escadas rumo ao meu posto, ainda com ipod, que tinha começado a tocar "Like a Prayer". Encontrei subindo-as um colega e o Invasor. Cumprimentei ambos com meu "bom-dia" habitual: de canto de boca e mal pronunciado, como fazem as pessoas que acabaram de acordar e ainda estão contrariadas quanto a isso.

Minutos mais tarde, o Invasor veio até meu posto de trabalho ridicularizar meu "bom-dia chocho". Ele e outro colega fizeram algumas ponderações acerca do assunto, de forma que eu pudesse ouvir, e, concordavam a respeito do tema.

Toca meu celular. Retiro-me a um lugar mais reservado para atender. O Invasor me segue. Espera a ligação acabar e quando me posiciono a frente da garrafa de café preto, enlança-me com um braço, beija-me a face e sussurra ao meu ouvido: Bom dia!

Esquivo-me daquele abraço, não sem pesar, é verdade. E volto ao meu posto, com as pernas bambas, o rosto vermelho e o coração disparado.

[...]

Após sua partida, mantivemos contato por mais um mês, depois, as coisas pararam de acontecer para mim.

O Invasor disse que voltaria, o Invasor disse que me buscaria, o Invasor disse para não duvidar... e, eu, mesmo sabendo que não se tratava da verdade, não duvidei. Ainda não sei por qual motivo, porém, mesmo sabendo que as pessoas mentem, sempre acredito no que me dizem.

Posso tê-lo assustado com meu jeito? Duvido muito...

Só sei que preferia que o Invasor me tivesse dito que tudo era só para aqueles dias (sim, simples assim) ao invés de mentir e deixar-me na expectativa. Ao menos haveria a possibilidade de virarmos amigos.

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Você não pode ter medo de um vegetal! (por Baby Patolino)