segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Just peace...

Quando se termina um relacionamento, você deseja que o outro passe por situações terríveis?

Acho que era assim que eu pensava quando era mais nova... Ou, foi assim que eu fui influenciada por alguns filmes água com açúcar...

Bem, foi totalmente diferente quando o meu acabou. Após nove anos (sim, eu sei!), eu estava cansada e era isso. Eu queria descansar, eu queria a paz que já não reinava entre nós.

Quando as coisas começaram a degringolar, eu facilmente brigava, esperneava, enfim, corria muito atrás... Mas com o passar de muito tempo, eu já não me importava, eu só queria ficar no meu canto sem ter que alterar o tom da minha voz. E, eu sei, que isso tudo era recíproco. Era hora de um basta.

Quando o "basta" aconteceu, eu estava tão atarefada com a minha monografia, relatos de doença na família, incorporação da empresa na qual trabalho, formatura, que mal pude me dar conta do que tinha ocorrido. (Eu sei que foram nove anos, mas vocês não imaginam o quão atribulada eu estava na época!)

Ficamos amigos. (ao menos, em teoria, o contato, obviamente, está escasseando).

Depois de uns meses, quando as coisas voltavam a seu ritmo normal, é que eu comecei a me dar conta. Mas também nesse período, a mágoa/raiva era tamanha que eu só conseguia lembrar das coisas irritantes, chatas, os defeitos, aff!

A partir daí, mesmo sentindo todas essas coisas ruins, eu relaxei, e, percebi que realmente tínhamos tomado a decisão correta. E, então, comecei a torcer... Pode até parecer hipocrisia, mas eu também não teria por quê mentir. Como na minha ideia, a parte oposta era a que tinha saído dessa relação mais ferida, eu torcia muito e, muitas vezes rezei - como em Buenos Aires, na igreja em frente a Plaza de Mayo, para que esta encontrasse alguém que realmente pudesse entendê-la e a fizesse muito feliz... (espero que ele não se chateie com esse relato) até porque uma das piores coisas é não conseguir corresponder/ser correspondido... (Não que eu seja super fodona - ops, palavra feia! -, nem nada; mas é que estive a um fino de passar pelas duas situações, por sorte, acordei a tempo!).

Nesse tempo, que começou há quase um ano e meio, passei por bastante coisa: apresentei minha monografia, me formei, passei na federal, conheci muita gente, fui a Recife, Brasília e Buenos Aires, quase me envolvi, quase quebrei a cara... e, finalmente, decidi ficar um bom tempo na minha e solteira!

Foi justamente aí, que do nada, numa missinha despretenciosa entre "Rafas", conheço Marcelo... E, bom... aqui estamos nós, oito meses depois...

Antes de tornar meu "novo namoro" oficial (leia-se: divulgado em sites de relacionamento), pensei bastante em comunicar, ou não, o fato ao ex. Devido ao distanciamento e um monte de desculpas esfarrapadas que posso começar a citar agora, acabei não contando.

Mas, sempre continuei na torcida para que ele encontrasse alguém, afinal, não era o fim do mundo não termos dado certo e em nove anos tivemos tempo suficiente para insistir, logo... pra quê desejar infelicidade, se você pode ver os outros sorrindo e felizes?

Então, recentemente, da mesma forma que ele deve ter descoberto, eu também descobri que ele está de nova namorada!! Juro, que pensei que ia rolar um ciuminho básico, mas que nada!! Conversamos e fiquei super feliz de saber a novidade!

Graças, o que, atualmente, me sobra dessa longa história são os bons momentos e as velhas lembranças...

Desde que cheguei em São Paulo, fui tomada por uma felicidade tamanha, e, agora com esse desfecho, sinto-me cada vez mais em paz...

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