sábado, 18 de agosto de 2012

Cenas de Rodoviária - II

(Cena):
Ainda no mesmo dia, na mesma rodoviária. Estava sentada na lanchonete. Olhando para fora. Esperando chegar o #vaigordinha versão fritura (saudades do tempo em que eu podia comer =~, não é mexicanismo dessa vez, apenas a pura e dolorida verdade, emfim). Vejo um rapaz, da minha altura, boné, estilo esportivo... calças like Mel C. Um vaso de flores na mão. Flores estranhas. Acho que nunca vi. Brancas com uns detalhes rosados. (Até dei uma ~googlada~, mas, não rolou.)
Ele passou para lá. Depois, para cá. Voltou e parou a poucos metros de onde eu estava. 
Abriu um sorriso gigante. Fechou. Ficou em dúvida: Sorria ou não? 
A dois metros dele, um outro rapaz. Um pouco mais alto, jeito esportivo também. Mochila. 
Um parado em frente ao outro.
O segundo rapaz levou a mão a boca. Esconderia um sorriso? Não sei.
O primeiro tentou estender o vaso. Retirou. Não sabia se estendia ou não. Tentou outra vez.
O segundo tentou estender as mãos para pegar o vaso. Retirou. Não sabia se pegava ou não.
Parecia que não acreditavam no momento.
O primeiro estendeu o vaso novamente. Desta vez, o segundo pegou.
Agora, sorriam.
Abraçaram-se. 
O sorriso voltou-lhes. Aquele sorriso que é propriedade somente dos apaixonados. Dos apaixonados na presença do ser amado. Sabe qual é? Sorte sua! Sorte minha! Sorte deles!

Achei a cena tão delicada e bonita. 
Suspirei. 
Meu lanche chegou.

2 comentários:

Você não pode ter medo de um vegetal! (por Baby Patolino)