quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Toupeirice nossa de cada dia...

"Rang, rang" diz o celular:
- Oi!
- Oi, você está com a minha chave... me deixou trancado!
- Eu? Não!! Dá uma olhada ao lado da TV! Eu usei minha chave... Eu... - enquanto fala, lembra-se que, dois dias antes, tinha ido ao seu encontro, resgatá-lo da retirada do ~siso preguiçoso~. Revira a bolsa. E, então, lá no fundo, o molho de chaves. - Ah, está aqui! Desculpe-me!
- E agora?
- Posso sair para o almoço daqui uma hora...
- Tudo bem! Eu não vou a lugar nenhum!

Uma horinha demorada essa... "E se tivesse acontecido algo de ruim no prédio?" "Eu o teria trancado!" "Que horror!"

No horário combinado, ela digita a saída no sistema. Chega na portaria do prédio e vê o ônibus se aproximando. Corre. O motorista abre a porta depois do ponto. Agradece. Não tem trânsito. "Graças!" Desce do ônibus. Anda rápido a caminho de casa. A pressão dá sinais de que quer cair. "Só mais 5 minutinhos, tô chegando!"

Portaria. Elevador no térreo. "Sorte!" Porta. Abre.

- Pronto! - Sorri. - Te livrei do cativeiro. Me desculpe. 
- Obrigado! Vamos almoçar?
- Não posso. Tenho que voltar ao trabalho. 

THE END

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Você não pode ter medo de um vegetal! (por Baby Patolino)