sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Cotidianas

Eu ando muito de ônibus em São Paulo. E gosto. Claro que não quando está em modo ~lata de sardinha~. 
Prefiro o ônibus ao metro. Porque gosto de observar. Ser telespectadora das ruas, dos prédios, das pessoas, das cenas que acontecem. 
Costumo retratá-las aos colegas de trabalho, porque meu trajeto de busão é casa-trabalho. E agora, se me permitirem, vou compartilhá-la com vocês. 
São atos simples, sem começo e sem fim, mas que me chamam a atenção. 

Ao lado do banco vive um morador de rua. Tenho receio dele. Porque num dia de chuva, ele pulou numa poça da calçada e encharcou uma colega. 
Ele tem o cabelo parafinado, sabe? Tipo surfistão. Aí, lá no trabalho quando falamos dele, chamamos assim: o Surfistão.
Aí fico me questionando quem será que descoloriu/parafinou o cabelo dele.
Porém, isso não é o que me leva a escrever sobre ele. E sim seu companheiro. 
De uns tempos para cá, Surfistão arranjou um companheiro que fica lá no seu canto: a estátua de um cachorro. Parece-me ser um buldog inglês, mas como não entendo muito sobre raças de cachorro...
Queria tirar uma foto. Do cão. 
Mas tenho receio. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Você não pode ter medo de um vegetal! (por Baby Patolino)