quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

À La Seconde: Cinderela & A Despedida

Então finalmente chegou o dia: o dia da apresentação de final de ano do balé! *.*

O dia que eu programei para ser super tranquilo e que, na última semana, virou um dia com visitas, reuniões e até uma prova de certificação! Afff! No fim deu certo! Cheguei em cima da hora na apresentação, mas, cheguei! :)

Comentei antes que eu não sabia se me apresentaria. Estava me achando muito ~júnior~ para encarar o palco pela primeira vez e, mesmo com apoio amigo, (Thanks, Bruna! Valeu, Emerson!), achei melhor ser plateia. 

A cortina se abriu e o conto de fadas começou. A peça escolhida para esse ano foi Cinderela. ❤

A apresentação englobava todas as turmas da escola, infantil a adulto. E foi mágico! Fiquei fascinada com as meninas fazendo ponta (é assim que fala?), com as passarinhas de 7 anos procurando e acenando para os pais na plateia, com as ratinhas de 3-5 anos que encantavam com qualquer passo dado (dentro ou fora da coreografia), com as fadas, os príncipes (colegas da primeira turma de clássico), as candidatas a princesa (também colegas da primeira turma de clássico), a Cinderela e, em especial, por ter a oportunidade de ver minha professora se apresentando. 

Tenho certeza de que em vários daqueles momentos, eu não era essa pessoa ~adulta~ que vos escreve, mas sim, a Kamila de 7 anos, que sempre quis fazer o tal balé, assim como ela via na televisão, nos festivais de dança e uma tal Ana Botafogo dançar. (Consegui ver Ana se apresentando ~ao vivo~ nesse último ano! Yeyy!) Pode parecer bobo, mas ainda agora, me emociono e sorrio ao relembrar essas cenas… Eu acredito que não me apresentar foi a escolha certa. Pois, lá da plateia, pude observar a alegria daqueles rostos que dançavam, dando o seu melhor, e mesmo com uns errinhos, eu via o que a dança proporciona a cada um que a pratica: felicidade. Ali, sentada, naquele momento, eu pude decidir que era aquilo que eu queria fazer e aquilo que eu não queria abandonar. 

Não posso imaginar o que teria sido da minha vida se eu tivesse iniciado essa prática quando criança; se teria desistido em um mês, se ainda hoje seria dedicada. Não podemos viver no "e se", não é mesmo? Mas estar lá fez reacender mais forte ainda a vontade de não desistir. Mesmo com a escola fechando. E até, quem sabe, é possível que uma sementinha das aulas de ponta tenha sido lançada. (!?!)


Ah! Eu contei que logo depois disso a Cinderela foi real-oficial pedida em casamento? 
(Pelo seu namorado, não pelo príncipe. Ou seja, tem um príncipe dando mole por aí nas ruas paulistanas!!)

***

E chegamos ao último dia de aula. Aqui do ladinho de casa. O que eu posso dizer além de agradecer?

Só tenho a agradecer a professora Carol que me incentivou mesmo quando eu estava ~apanhando~ na turma avançada, que entendeu quando eu desisti e que me recebeu de volta na turma iniciante. Aos colegas do avançado que tiveram paciência com as minhas toupeirices e me estimulavam constantemente. E as novas colegas pela parceria e risadas.

E é por isso e muito mais que vou continuar. Agora de casa nova. E... quem sabe teremos apresentação no final do ano? 


Na foto: Professora Carol, 🙋, Carol, Dê e Carol. (Como podemos notar, se você chamar Carol e quiser fazer balé, já tem uns 70% de chance de acontecer! hehehe)

A grande dúvida que fica: reiniciamos o "À la seconde"?

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